Guru dos concursos’ avisa: qualidade é mais importante que quantidade de horas de estudo
“A procura pelos concursos públicos cresceu por três motivos: as pessoas descobriram que o serviço público dá estabilidade. Os salários são outro atrativo, já que são normalmente muito competitivos. Existem ainda as oportunidades que o serviço público dá e a iniciativa privada não dá. No serviço público, não há discriminação por cor ou classe social. É uma oportunidade que dá qualidade de vida e boa remuneração”, explicou.
Manual de estudo
O juiz disse que quem quer desfrutar desses benefícios precisa se dedicar às leituras. Mas avisou que o importante é a qualidade e não a quantidade de horas de estudo.
“Estudar duas, três ou quatro horas por dia não quer dizer nada. O importante é preservar a qualidade do tempo de estudo. Para isso, é preciso organizar o tempo. É importante ter o tempo do descanso, quebrar a rotina para se recuperar física e emocionalmente”, ensinou.
A condição psicológica do candidato, aliás, é essencial na hora da prova. Para o “guru”, vale dar uma revisada na matéria um mês antes. Mas, na véspera, a dica é relaxar.
“Eu prefiro que a pessoa se desligue disso e vá ao cinema. Só não faça nada muito desgastante. Não coma num restaurante estranho para não ter problema estomacal. É preciso estar bem preparado psicologicamente. E pensar que, se não passar, tudo bem, fica para a próxima“, ressaltou o juiz, que só passou no primeiro concurso depois de dois anos de estudo.
E como deve se preparar quem tem pouco tempo? “Tente descobrir onde você pode estudar, seja em uma fila ou em um consultório”, sugeriu Douglas. “Quem estuda menos também tem condição de passar”.
O que não pode é driblar e falta de tempo estudando apenas algumas matérias. “Lamento informar, mas hoje dia tem que estudar tudo. Na minha época já era assim. Para quem quer passar em um concurso, não dá mais para escolher apenas uma matéria. O que podemos fazer é escolher o concurso. É comum que alguém que não goste de Direito Penal escolha um concurso em que não caia essa matéria. Quem não gosta de Direito Tributário, deve fugir do concurso para juiz federal. Tente procurar concursos onde caiam matérias com as quais você se sinta mais à vontade”, aconselhou.
Hora da prova
Durante da prova, quem está mais preparado: aquele que sabe todo o conteúdo ou o que tem todas as técnicas?
“Se eu tiver que escolher, prefiro ter as técnicas. Com a técnica você consegue ir muito longe. Existe técnica para chutar, para dar uma resposta e para não dar branco. Mas por que escolher entre técnica e conteúdo se é possível ter ambas?”, concluiu.
Se mesmo depois dessas dicas você ainda se sentir ansioso ou nervoso para o concurso, Douglas dá um conselho final: “A quantidade de gente fazendo concurso é ilusória. Quem está se dedicando há tempo suficiente para aprender o suficiente é uma minoria. Para quem está entrando agora, recomendo não pensar em concorrência. Pense que, na hora em que você aprender a matéria toda, vai passar no próximo concurso”.
